📅 Publicado em 05 de maio de 2026 · Papo de Estrela
Uma trend simples sacudiu as redes sociais brasileiras com uma força que ninguém esperava. Jade Picon, Maisa Silva e Viih Tube entraram na moda do ‘2026 é o novo 2016’, compartilhando fotos de como eram há dez anos — e o resultado foi um turbilhão de comentários, críticas e reflexões que tomou conta do Instagram, TikTok e X por dias seguidos.
Jade Picon, aos 22 anos, é atriz, modelo e ex-participante do BBB 22 — um dos rostos mais reconhecidos da geração Z brasileira. Maisa Silva, de 22 anos, cresceu literalmente diante das câmeras, do SBT à Netflix, e hoje é um símbolo de representatividade e voz ativa sobre saúde mental. Viih Tube, influenciadora e ex-BBB com mais de 30 milhões de seguidores, virou notícia recentemente ao documentar sua jornada de perda de peso pós-parto. As três têm algo em comum: são referências de beleza e estilo para milhões de seguidores e passaram por transformações faciais visíveis ao longo dos anos.
A trend ‘2026 é o novo 2016’ surgiu em janeiro de 2026 nas redes sociais, resgatando fotos e vídeos de celebridades de dez anos atrás e colocando lado a lado com imagens atuais. O formato simples — um split de antes e depois — rapidamente ganhou força quando figuras públicas como Jade Picon, Maisa e Viih Tube aderiram voluntariamente, postando elas mesmas as comparações em seus perfis do Instagram. O resultado imediato foi uma avalanche de comentários dos fãs, que passaram a discutir abertamente sobre harmonização facial, procedimentos estéticos e o impacto dessas mudanças na identidade das famosas.

O que a trend revelou sobre os rostos das famosas
Quando Jade Picon publicou sua foto de 2016 ao lado de uma imagem recente, os comentários explodiram. Muitos fãs celebraram sua evolução de estilo, mas uma parcela significativa do público apontou mudanças nos traços do rosto que atribuiu a procedimentos de harmonização facial. O mesmo aconteceu com Maisa Silva: a atriz, que desde criança tem o rosto gravado na memória coletiva do Brasil por suas aparições no Programa do Ratinho e no ‘Carinha de Anjo’, mostrou como seus traços mudaram de 2016 para agora. Fãs deixaram comentários do tipo ‘A Maisa original era tão linda, por que mudar?’ e ‘Ela mudou demais, quase não reconheci’, gerando um debate intenso nos stories e nos comentários do post.
Viih Tube também entrou na trend e o impacto foi semelhante. A influenciadora, que recentemente impressionou ao revelar ter perdido dezenas de quilos em um ano após o nascimento da filha Lua com Eliezer, compartilhou uma selfie de 2016 que mostrava um rosto completamente diferente do atual. Nos primeiros três dias após a publicação, o post acumulou milhares de comentários, com o assunto ‘Viih Tube antes e depois’ entrando nos trending topics do X (antigo Twitter) no Brasil. Os comentários variavam entre apoio — ‘Ela ficou mais bonita, evoluiu!’ — e críticas mais pesadas sobre o exagero nos procedimentos estéticos.
Especialistas entram no debate: harmonização tem limite?
A repercussão da trend chamou a atenção de especialistas que foram ouvidos pelo Metrópoles. O cirurgião plástico Yuri Moresco avaliou que o fenômeno evidencia uma virada cultural importante: ‘Durante um período, resultados mais marcantes foram associados à beleza. Hoje, existe um questionamento maior sobre até que ponto essas intervenções respeitam a identidade do rosto. A estética caminha para a naturalidade, não para a padronização’, afirmou o médico. A cirurgiã-dentista Amanda Santos, especialista em harmonização facial, reforçou que o exagero costuma estar ligado à busca por padrões irreais: ‘Uma harmonização bem executada não chama atenção pelo excesso, mas pela sutileza. Quando respeita proporções e características naturais, o resultado é um rosto equilibrado, não descaracterizado’.
Além do aspecto estético, a trend mexeu com questões de comunicação e posicionamento público. A especialista em oratória Jackeline Georgia destacou ao Metrópoles que revisitar imagens do passado provoca ajustes no discurso das figuras públicas: ‘Quando alguém se expõe nesse tipo de comparação, também revisita a própria narrativa. O discurso tende a ficar mais maduro, com escolhas de palavras mais cuidadosas’. Nas redes, tanto Jade quanto Maisa foram elogiadas por não deletarem os posts após as críticas — uma postura que muitos fãs interpretaram como maturidade e segurança.
Saúde mental em jogo: o peso de comparações públicas
O lado mais delicado do debate é o impacto sobre a saúde mental — tanto das celebridades quanto dos fãs que consomem esse tipo de conteúdo. A psiquiatra Jéssica Martani alertou ao Metrópoles que a nostalgia constante pode ser perigosa: ‘Quando a pessoa olha para o passado acreditando que tudo era melhor, isso pode gerar frustração, tristeza e sensação de perda. A comparação entre quem eu fui e quem eu sou hoje pode tornar o presente menos satisfatório’. A psicóloga Mariane Pires Marchetti complementou que a crítica repetida à aparência afeta diretamente a autoestima: ‘Quando a imagem vira alvo de julgamentos repetidos, isso pode reforçar inseguranças e aumentar níveis de ansiedade. Em ambientes de alta exposição, como as redes sociais, esse impacto costuma ser ainda maior’. O debate gerado pela trend mostra que, por trás de uma comparação aparentemente inocente de fotos, existe um campo minado de expectativas, padrões e pressões que afetam de maneiras muito distintas celebridades e público.
“Durante um período, resultados mais marcantes foram associados à beleza. Hoje, existe um questionamento maior sobre até que ponto essas intervenções respeitam a identidade do rosto.”
— Dr. Yuri Moresco, cirurgião plástico, ao Metrópoles
⭐ A Visão do Papo de Estrela
Cá entre nós, a trend ‘2026 é o novo 2016’ não é só sobre nostalgia — é um espelho que o público colocou na frente das famosas sem pedir licença. E o que vimos nos rostos de Jade, Maisa e Viih Tube é o reflexo de uma pressão absurda que a fama impõe sobre mulheres jovens. É possível que todas elas tenham feito escolhas completamente livres — afinal, cada uma tem direito ao próprio corpo. Mas o cenário sugere algo maior: quando o público escolhe celebridades como Maisa, que cresceu literalmente diante das câmeras, como referência de comparação, a cobrança vai além do estético. Vira quase uma cobrança para que essas mulheres permaneçam congeladas no tempo, como museu de si mesmas. O Papo de Estrela acompanha de perto e fica do lado das famosas: evoluir faz parte, com ou sem harmonização.
A trend passou, mas o debate sobre beleza, identidade e pressão estética veio para ficar. Acompanhe o Papo de Estrela e fique por dentro de tudo o que move o mundo das famosas.
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