Depois de sete anos longe dos álbuns autorais, Buhr está de volta com tudo. A cantora e instrumentista revelou a capa e os detalhes de ‘Feixe de fogo’, que chega às plataformas nesta sexta-feira, 10.
Buhr é uma cantora, compositora e instrumentista conhecida por sua sensibilidade musical e colaborações marcantes. Seu último álbum, ‘Desmanche’, foi lançado em 2019, e desde então ela manteve uma presença mais silenciosa no cenário autoral. Agora, com ‘Feixe de fogo’, ela retorna com um projeto cuidadosamente produzido e uma seleção de convidados especiais.
O novo álbum traz 11 faixas, gravadas em estúdio com produção musical de Buhr e Rami Freitas. A capa, assinada pela direção de arte de Biarritzzz e design de Guile Farias, mostra Buhr em uma foto de Priscilla Buhr. Entre os convidados estão Russo Passapusso, que já havia colaborado na faixa ‘Desmotivacional’, além das cantoras Josyara e Negadeza, parceiras em ‘Oxê’, e Moon, completando um time diversificado para o disco.
O que ‘Feixe de fogo’ representa na carreira de Buhr
Depois de um intervalo de sete anos, ‘Feixe de fogo’ marca um momento importante para Buhr, evidenciando sua evolução como artista. A escolha de colaboradores como Russo Passapusso, Josyara e Negadeza reforça a conexão de Buhr com a cena musical contemporânea brasileira, misturando diferentes vozes e estilos em um mesmo projeto. Além disso, a parceria na produção com Rami Freitas mostra atenção ao detalhe e maturidade sonora.
Esse álbum não é apenas um retorno, mas uma reafirmação da identidade artística de Buhr, que consegue equilibrar seu jeito autoral com influências atuais sem perder a autenticidade. A expectativa é que ‘Feixe de fogo’ reverbere tanto entre os fãs antigos quanto alcance novos públicos, consolidando Buhr como uma das vozes relevantes da música brasileira contemporânea.
O essencial em números
| Nome completo | Karina Buhr |
| Idade | 52 anos (nascida em 20 de maio de 1974) |
| Cidade natal | Salvador, Bahia |
| Profissão | Cantora, compositora, atriz e instrumentista |
| Como ficou conhecida | Como integrante da banda Comadre Florzinha (1997) e por sua carreira solo iniciada em 2010 |
| Marco recente | Lançamento do álbum 'Feixe de Fogo' e adoção do nome artístico apenas como Buhr |
A reinvenção sonora e identitária de Buhr
O lançamento de 'Feixe de Fogo' representa um marco de transformação profunda na trajetória da artista, que agora se apresenta apenas como Buhr. Este movimento de simplificação do nome artístico acompanha uma mudança na própria estrutura de produção do trabalho, que foi concebido de forma independente ao longo de dois anos. A gravação itinerante, realizada entre cidades como Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo e Recife, confere ao disco uma natureza de 'trânsito', refletindo a busca da artista por uma sonoridade que escapa das fronteiras geográficas e das lógicas tradicionais de calendário, consolidando um retorno que vai além da música e toca na própria identidade da musicista. Segundo o G1, o álbum 'Feixe de Fogo' foi gravado de forma independente ao longo de dois anos, passando por cidades como Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo e Recife.
Além da mudança estética, o álbum se destaca por trazer uma carga política e existencial acentuada, abordando temas como o feminismo e a identidade não binária. Ao mesclar elementos de rock, reggae e texturas eletrônicas, Buhr utiliza o disco para processar as angústias das vivências urbanas contemporâneas. A escolha de colaboradores como Russo Passapusso, Josyara e Negadeza não é apenas uma estratégia de mercado, mas uma forma de conectar sua arte a uma cena que compartilha das mesmas tensões existenciais. O projeto, portanto, reafirma a relevância da artista no cenário independente brasileiro, provando que o hiato de sete anos foi um período de maturação criativa e não de afastamento da cena musical. Segundo o G1, a artista adotou oficialmente apenas o sobrenome 'Buhr' para este lançamento, abandonando o prenome Karina que utilizava anteriormente em sua carreira.
O que a apuração mostra
- O single 'Ânsia', que antecipou o álbum, foi lançado em 25 de março de 2026, apresentando arranjos com samples ruidosos, guitarras e sintetizadores. (G1)
- A turnê nacional de divulgação do álbum teve sua estreia oficial no Teatro do Parque, em Recife. (Revista O Grito)
Os passos que levaram até aqui
- 1997: Co-fundação da banda Comadre Florzinha.
- 2010: Início da carreira solo com o álbum 'Eu Menti Pra Você' e conquista do prêmio APCA de artista revelação.
- 2019: Lançamento do álbum 'Desmanche', o último antes do hiato de sete anos.
- 25 de março de 2026: Lançamento do single 'Ânsia', que marcou o retorno da artista.
- 10 de abril de 2026: Lançamento oficial do álbum 'Feixe de Fogo' nas plataformas digitais.
Os próximos capítulos
A artista segue com a turnê nacional de 'Feixe de Fogo', levando a nova sonoridade do álbum para os palcos brasileiros. O público pode aguardar desdobramentos visuais e performances que exploram a intensidade das novas composições.

Foto: Isadora Ottoni/Revista Forum / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
Repercussão e expectativas do público e da mídia
Pelas redes sociais, fãs já manifestam curiosidade e ansiedade pelo lançamento. O anúncio da capa, tracklist e feats gerou comentários positivos, especialmente pela presença de nomes como Russo Passapusso, que tem grande aceitação entre o público jovem. A mídia especializada tende a destacar a qualidade das parcerias e a produção do álbum, valorizando o retorno de Buhr ao cenário musical.
Além disso, a diversidade dos convidados sugere um álbum rico em sonoridades e influências, o que pode atrair a atenção de diferentes públicos e fortalecer a presença de Buhr nas playlists e rádios digitais. O lançamento promete movimentar o cenário da música autoral brasileira neste mês de abril.
A equipe do Papo de Estrela acha que ‘Feixe de fogo’ é um passo significativo para Buhr, mostrando que o tempo longe dos lançamentos foi usado para construir um trabalho sólido e cheio de nuances. A escolha dos feats é certeira, unindo nomes que conversam bem com a proposta da artista, o que deve garantir uma experiência auditiva interessante para quem acompanhar o disco.
Feixe de fogo chega para iluminar o caminho de Buhr na música autoral brasileira — vale a pena prestar atenção.
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